sábado, 25 de agosto de 2007

A Administração Clássica e a modelagem do trabalho

A existência humana é marcada pelo trabalho. Desde que abandonou o nomadismo e o extrativismo, ele é obrigado a caçar e pescar, construir moradias, cultivar alimentos, criar rebanhos e gados, podendo-se considerar todas essas atividades como trabalho. O dicionário define trabalho como sendo a aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar determinado fim ou ainda a atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária à realização de qualquer tarefa serviço ou empreendimento .

Este ato adquiriu diferentes características conforme a época e a civilização em que esteve inserido, passando pelo escravismo da antiguidade e das colônias européias, pela servidão feudal e pela manufatura das guildas de artesãos. No entanto, com a revolução industrial, o trabalho sofreu uma forte mudança em sua natureza, que a partir deste momento entra num processo de constante mudança, esta que pode ser relacionado com o surgimento e evolução da teoria organizacional (ou da teoria geral da Administração).

A Administração como ciência surge quando se pensa em racionalizar o trabalho em função do tempo. O estudo de tempos e movimentos de Taylor previam a separação do trabalho em processos, visando uma melhora da produção com cada tarefa a ser realizada no trabalho. Neste mesmo período, na França, o engenheiro Henri Fayol descreve os 14 princípios gerais da Administração, estes que caracterizam o pensamento administrativo do começo do século. Sob a influência das escolas Científica Clássica da Administração, o trabalho passa a ser marcado pela centralização do comando e pela divisão do trabalho. O operário é visto como um mero operador da máquina, um recurso que pode ser encontrado em abundância no ambiente, dado o crescimento das cidades e o ganho de eficiência das indústrias.

Com a realização da experiência Hawthorne, percebe-se a influência de fatores sociais no processo produtivo. O homem deixa de ser visto apenas pela ótica econômica e se passa a considerar as necessidades socais de pertencer a um grupo. A abordagem humanística chega a importantes conclusões, como a que o trabalho é uma atividade tipicamente grupal e que, normalmente, o operário não reage como indivíduo isolado e sim como membro de um grupo.

No entanto, apesar de representar um avanço em relação ao Taylorismo, a teoria das Relações Humanas apresenta um enfoque manipulativo, pois ao invés de propor uma mudança real na estrutura do trabalho, ela visa diminuir a resistência dos funcionários, para assim aumentar a produtividade. Estas três abordagens, junto com a escola burocrática, dão os primeiros passos para modelagem tecnológica do trabalho.

2 comentários:

Rodrigo disse...

Texto mediano. A burocracia foia peça fundamental da modelagem do trabalho moderna. Não dá uma boa explanada sobre ela foi um erro. Abraço.

mauro disse...

A burocracia foi fundamental para a modelagem do trabalho. Concordo com ele que não falar dela foi uma falha. Mas achei o texto legal ! Abraço.