quarta-feira, 14 de maio de 2008

RESENHA: TZU, Sun. A Arte da Guerra. São Paulo: Martin Claret, 2004

O general-filósofo Sun Tzu que viveu aproximadamente em 500 anos a C., na China milenar de Lao-Tsé e Confúcio, escreveu os seus treze capítulos que fizeram parte de um manual de estratégia de guerra que ficou conhecido como A Arte da Guerra. Suas premissas ainda são atuais, mesmo passados 25 séculos após sua elaboração e é um dos livros mais utilizados por administradores, empresários, políticos e todos aqueles que necessitam de uma fundamentação para formular suas estratégias.

O livro de Sun Tzu tem um verdadeiro arcabouço de estratégia e de como um líder de topo deve comporta-se para influenciar seus subordinados. Para ele grandes resultados serão obtidos, se aqueles que utilizam a sua liderança e o poderio de seu exercito, para exercer espionagem e conseqüentemente dissecar os exércitos opositores. Em analogia, os ocupantes de cargos de direção nas empresas, nas organizações, devem conhecer de forma minuciosa seus concorrentes, o que evita surpresas ao ocorrer mudanças no mercado.

O primeiro passo para que a guerra a ser enfrentar seja ganha, é fazer um estudo preliminar detalhado baseado no termos dos cinco fatores fundamentais e compara-lo com os setes elementos mencionados por Sun Tzu. Os cinco fatores são: a influência moral, o clima, o terreno, o comando e a doutrina. O domínio desses fatores levará o general à vitória é o desconhecimento deles a ruína. A obtenção de subordinado bem preparados e uso concessão de prêmio e castigo de maneira correta, previsão de vitória e de derrota, uso da simulação para melhor estudar estratégia de ataque, a mostra de uma atitude concentrada e o ataque as fraquezas inimigas, aparentar inferioridade para provocar a arrogância do adversário, mantê-lo sob tensão e cansa-lo e desagregar o inimigo quando este estiver unido. Esses são os elementos essências a vitória numa guerra.

Após os estudos preliminares, devem-se deslocar as provisões financeiras, para que as despesas e custos necessários na campanha de guerra sejam cobertos, garantindo a formação de um exercito. O volume dos gastos da campanha é diretamente acrescido com o seu tempo decorrido. As reserva estatais nunca serão suficientes nessa situação, prejudicando o poderio militar, favorecendo a futura submissão com uma derrota. Os prisioneiros são fatores importantes nas negociações e força escrava para reconstrução do estado. Trata-los bem torna essas premissas favoráveis aos aprisionadores. Sendo o general o ministro do destino do povo e o arbitro do futuro da nação, a conquista da vitória deve ser a sua maior meta.

A melhor estratégia de guerra é atacar a estratégia inimiga. O cúmulo da habilidade de um exército é o domínio do inimigo sem o combater. Evita perdas de contingente e de tempo. Consequentemente evita desperdício financeiro. Não é de grande valia tomar um Estado em ruínas após a campanha. O território conquistado precisará de recursos para ser reerguido, e o tempo gasto nessa atividade poderia ser usado em outra conquista. Habilidoso é aquele general que efetua uma conquista sem perdas e através de uma ofensiva na estratégia do adversário.

A invencibilidade de um guerreiro é adquirida com o equilíbrio entre o ataque é a defesa. Dessa forma erros em batalha são evitados. Um comandante habilidoso é aquele que toma posições onde não pode ser derrotado e não perde qualquer ocasião para subjugar o inimigo. Ele é aquele equilibra os dois fatores da invencibilidade de um guerreiro. O exercito vitorioso é aquele que vence sem batalhas. Aquele que espera vencer, combate a esperança de vencer. Projetos vitoriosos são melhores formulados pelos seguidores da Tão. Sun Tzu acrescenta a necessidade de conhecer os elementos da arte da guerra: a noção do espaço, a avaliação das quantidades, os cálculos, as comparações e as possibilidades de vitória.


A autoridade de um general precisa ser exercida de forma organizada tanto na direção de muitos subordinados e a direção de poucos. Isso se torna uma questão de formações e sinais de liderança. Os movimentos de tropas especiais e normais fazem com o exército resista a ataques inimigos. As normais são necessárias para o entrechoque e as extraordinárias para a vitória. O potencial de tropas comandadas por general habilidoso é análogo a penedos redondos que rolarão desde o alto da montanha, devido a estes estar facilmente locomovendo-se.

Os pontos francos do inimigo devem ser atacados para que seja evitado um contra-ataque à tropa. Os peritos no ataque desnorteiam os adversários e os peritos na defesa não os dão condições de efetivar o ataque. Mesmo o inimigo protegido por grandes muralhas, o ataque deve ser desferido, pois ele terá que proteger os pontos atingidos Ao se querer evitar uma batalha, a tropa deve ser guiada a defender-se em linha, porque o inimigo não difere o ataque, pois se afasta dos pontos onde deseja atacar. Assim utilizar os pontos fortes da tropa e explorar os ponto fracos , a vitória na batalha é garantida mais facilmente.

O bom conhecimento do terreno facilita a mobilidade estratégica do exército em campanha. Pode-se iludir o adversário e o atrair a emboscada, ao se marchar por caminhos indiretos do terreno. A compreensão do ataque direto e indireto é facilitada pelo com conhecimento do território de batalha. Entretanto, tanto as vantagens como os perigos estão ligados as manobras. Planeja-las antecipadamente evitam surpresas que podem facilitar a derrota do exército.

Existem nove fatores variáveis que o general precisa conhecer, o que evitará mais surpresas no campo de batalha. Em campanha contra o adversário em terreno, cujo o inimigo encontra-se abaixo da sua tropa e que exista água separando-a dele, o general deve planejar cuidadosamente seu ataque, a fim de evitar a influência da água. Dessa maneira o exército tem facilitada a vitória.

O nove tipos de terreno apresentados por Sun Tzu precisam ser conhecidos. São eles: o dispersivo, o fronteiriço, a chave, o comunicante, o focal, o perigoso, o difícil, o cercado e o morta. De forma adaptável à característica do terreno, precisa o general conduzir seu exército. A vitória é conquistada de maneira diferente, conforme o terreno. O uso do fogo como diferencial para a conquista de uma campanha, necessita de cuidado especial no planejamento de ataque na batalha. Por que, o seu uso inadequado pode decretar a derrota e ruína do exército do general, que não o soube utilizar estrategicamente.

Em batalhas em que são necessários muitos homens e que não há contingente disponível no estado de origem, o general deve cuidadosamente tratar suas tropas, para evitar motins e não transparecer o inimigo sua fraqueza. Não se tendo informações precisas do adversário e pouco conhecimento do terreno da campanha, a vitória será assegurada com uso de espiões. Estes trarão ao general informação precisas que garantirão a vitória. Entretanto, também poderão fornecer conhecimentos da tropa ao inimigo em caso de traição. A escolha dos espiões é atividade somente do general. A ele se credita a traição.

O texto tem como principal objetivo-chave a busca da vitória. A competição e o conflito geral, em todos os níveis fornecem argumentos para que a meta pela vitória seja estrategicamente planejada. Por isso, o livro do guerreiro-filósofo chinês Sun Tzu é recomendável aos ocupantes de cargos de liderança, políticos e estudantes da arte ou ciência da estratégia.

18 comentários:

Anônimo disse...

Perfeitoo ...
Espetacular a Resenha!
A ARTE DA GUERRA é tudo de bom...
Várias estrategias usadas ..

gois disse...

gostei muito da resenha e me foi muito util na facu...

Anônimo disse...

Muito boa a resenha parabéns

Glauco disse...

Agradeço pelos comentários

Anônimo disse...

muito boa, parabéns!

Anônimo disse...

mlkot esta perfeita muito boa msm.vlw foi de grande ajuda!!

jhenny disse...

Ficou muito bem desenvolvida, agradeço pela ajuda.

Anônimo disse...

Nooossa vc é um gatoo ...

To procurando conteudo do livro ,e me deparei com vc .. Putzz GATÃÃOO
ME ADD NO MSN - flor_xeirosa@hotmail.com.

Beijoo !

Anônimo disse...

muito boa, parabéns

Anônimo disse...

Realmente muito bom. Parabéns, Sds

kathys disse...

Muito bem elaborada sua resenha, objetiva e clara, agradeço p suas palavras profissionais.Estava atrás do conteudo do livro e me foi útil suas observações!!

Fique com Deus!!

Anônimo disse...

muito bom valeu vai me ajudar a fazer a minha abraços

Meyre disse...

Gostei da sua resenha. Parabéns.

Anderson Fontana disse...

Parabén pela resenha, ficou muito boa.

islane disse...

gosti muito dessa resenha, extrair o maximo possivél, obrigada.

Caio Rolando da Rocha disse...

RESENHA MUITO BOA, MAS DEIXA A DESEJAR EM ALGUNS CRITÉRIOS, SENDO PASSIVEL A VOSSA SENHORIA FAZER ALGUMAS CORREÇÕES QUE TORNE O TEXTO NO MÍNIMO PALPÁVEL...

SAUDAÇÕES

Anônimo disse...

Grasas.a. Deus eu achei.essa resenha!

Anônimo disse...

Obrigada. Foi um ótimo esclarecimento