quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A inflação e sua influência econômico-financeira

A inflação é um dos temas de maior relevância nos estudo sobre Finanças. Isso é notório já no seu conceito: aumento contínuo e persistente no nível geral de preços. Esse aumento é refletido nas flutuações de todos os bens e serviços produzidos . Age de forma prejudicial em uma economia. Isso é fato. O transcorrer da historia econômica brasileira nos prova. Quase todas as políticas econômicas adotadas no decorrer dos anos, fracassaram ao tentar combatê-la. Algumas estagnaram por um curto período de tempo sua ação, mas não o suficiente para permitir o desenvolvimento econômico do país.

Ela impede o desenvolvimento econômico por diminuir o poder aquisitivo de muitos dos agentes econômicos. Os assalariados que não tiverem reajustes nominais em seu vencimento o seu salário real será reduzido, ou seja, perde seu poder de compra. O mesmo acontece com aqueles que possuem renda fixa. E o exemplo dos proprietários de imóvel de aluguel, que perdem o poder aquisitivo dos alugueis, mas são compensados com a valorização dos preços dos imóveis. Os empresários sofrem menos os efeitos, pois reajustam os preços dos produtos e serviços com base nas taxas de inflação. Neste contexto, fica fácil observar que o agente econômico que mais é afetado pelos da inflação é o assalariado. Ela fomenta a desorganização do mercado de capitais e o aumento da procura por ativos reais. Surgem déficits no balanço de pagamentos, pois muitas das taxas de juros de empréstimos no exterior acompanham a taxa de inflação. Há dificuldades para financiamento do setor público.

Umas das estratégias mais usuais para combater essas distorções, principalmente em economias onde há altas taxas de inflação é através da indexação das rendas e dos ativos da economia. Porém, essa indexação afeta as finanças pessoais e organizacionais, podendo levar a um descontentamento a quem quer investir e não há retorno favorável nesse contexto. Para a economia de um país se estabilizar todos os agentes devem fazem sacrifícios em prol do ganho coletivo. Esse ganho coletivo gera um retorno positivo no longo prazo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Ao investir, qual o melhor risco a correr?

Ao se objetivar um ótimo retorno em um investimento feito, tem-se que correr riscos. No estudo de Finanças, duas abordagens sobre o risco são apresentadas. De ante mão, podemos conceituar o risco como a chance que ocorra um evento desfavorável e salientar que a sua relação com o retorno é tal que nenhum investimento será feito, a menos que a taxa de retorno esperada seja suficientemente alta para compensar o investidor pelo risco percebido do investimento.

O risco isolado é a primeira abordagem considerada por um investidor. Investir em um ativo altamente lucrativo é vantajoso. Para certificar-se de sua vantagem à administração financeira junto com a estatística criam subsídios de análise. Demonstram o quanto pode ser lucrativo ou não o investimento em um único ativo. Entretanto, os investidores aversos ao risco não o gostam, exigindo taxas de retornos mais altas como incentivo à compra de papeis de maior risco. Quanto mais alto for o risco de um papel, mais baixo será seu preço e mais alto seu retorno exigido, assim como seu prejuízo. Daí, para muitos, formar uma carteira de investimentos ser mais vantajoso.

Um ativo mantido como parte de uma carteira tem menor grau de risco do que o mesmo ativo mantido isoladamente. O risco e retorno de um título isoladamente deveriam ser analisados em termos de como aquele papel afeta a perda e ganho da carteira em que se encontra. Uma carteira com uma boa diversificação pode trazer ótimas vantagens para o investidor, como a compensação de um título altamente lucrativo em detrimento de um que trouxe prejuízo. O bom balanceamento da carteira é muito importante para o bom relacionamento entre risco x retorno. Entretanto, fortes prejuízos podem ser conseguidos como uma carteira mal diversificada.

É quase uma unanimidade entre especialistas do mercado financeiro, que a abordagem do contexto em carteira ser melhor do que o investimento isolado. Mas, a escolha é critério do investidor. É seu capital que será utilizado. O retorno que ele almeja será posto em cheque, ao escolher em que abordagem o risco ser mais vantajoso.

domingo, 26 de agosto de 2007

A influência do ciberespaço nas organizações e no trabalho

O ciberespaço veio para diminuir ainda mais os tempo e os movimentos. É a ferramenta organizacional com maior destaque nos negócios atualmente. Mas ele não só modela os negócios, pois como o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores ele integra e interagem as culturas. Faz surgi a cibercultura. A partir daí a qualidade de vida e o trabalho passam por um processo de reengenharia.

Há uma profunda reorganização dos negócios. As empresas expandem seus relacionamentos ao agir em rede. Redes internas e externas são o caminho do desenvolvimento organizacional. As redes internas ganham maior destaque devido a permitir a integração entre os indivíduos da organização. Surge o conceito de empresa eletrônica e empresa de rede. Empresas eletrônicas são aquelas que tem como base sua organização e processos através da Internet ou outras redes de computadores. Empresa de rede é a organização que é o resultado entre a interação entre firmas diferentes de acordo com diferentes projetos. As empresas modificam sua cadeia estática de valor, transformando-a em uma rede de valor.

Essas mudanças atingem também o ambiente organizacional. A facilidade de comunicação trazida pelo ciberespaço favorece a interação do mercado financeiro. O fluxo de informações aumenta o número de investimentos em diversos lugares do mundo. Mas, as principais mudanças são as que tocam a qualidade de vida e o tempo para realização do trabalho. Há o surgimento da mão-de-obra genérica e a autoprogramável, mesmo o trabalho possuindo as características anteriores à inovação causada pela internet, acrescido à capacidade de descobrimento, processo e aplicação de informações. A primeira, sugere que o trabalho não necessita ser realizado pelo homem. A segunda, a principal competência do trabalhador é o cognitivismo.

A cultura de inovação influencia as pratica de negócios. A inteligência coletiva é o marco da transferência do conhecimento da cultura de inovação. Porém, cada vez mais, o trabalho está se tornando a única forma de socialização do indivíduo. Ser alguém é devido ao trabalho realizado. Daí surge os escravos do trabalho. O tempo aparentemente liberado pelas tecnologias é transformado em cibertempo, tempo de trabalho mental absorvido pelo processo de produção ilimitada do ciberespaço. Teve-se a necessidade de mudança cultural, colocando o trabalho cognitivo em destaque.

Existe uma desvinculação do trabalho com o prazer e convívio social. Com o crescente investimento em trabalho, vivemos uma limitação pessoal. E o nasce o imperativo da competição na vida diária. Estes termos, moldam a qualidade de vida e o tempo a ser disponibilizado ao trabalho.

sábado, 25 de agosto de 2007

A Administração Clássica e a modelagem do trabalho

A existência humana é marcada pelo trabalho. Desde que abandonou o nomadismo e o extrativismo, ele é obrigado a caçar e pescar, construir moradias, cultivar alimentos, criar rebanhos e gados, podendo-se considerar todas essas atividades como trabalho. O dicionário define trabalho como sendo a aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar determinado fim ou ainda a atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária à realização de qualquer tarefa serviço ou empreendimento .

Este ato adquiriu diferentes características conforme a época e a civilização em que esteve inserido, passando pelo escravismo da antiguidade e das colônias européias, pela servidão feudal e pela manufatura das guildas de artesãos. No entanto, com a revolução industrial, o trabalho sofreu uma forte mudança em sua natureza, que a partir deste momento entra num processo de constante mudança, esta que pode ser relacionado com o surgimento e evolução da teoria organizacional (ou da teoria geral da Administração).

A Administração como ciência surge quando se pensa em racionalizar o trabalho em função do tempo. O estudo de tempos e movimentos de Taylor previam a separação do trabalho em processos, visando uma melhora da produção com cada tarefa a ser realizada no trabalho. Neste mesmo período, na França, o engenheiro Henri Fayol descreve os 14 princípios gerais da Administração, estes que caracterizam o pensamento administrativo do começo do século. Sob a influência das escolas Científica Clássica da Administração, o trabalho passa a ser marcado pela centralização do comando e pela divisão do trabalho. O operário é visto como um mero operador da máquina, um recurso que pode ser encontrado em abundância no ambiente, dado o crescimento das cidades e o ganho de eficiência das indústrias.

Com a realização da experiência Hawthorne, percebe-se a influência de fatores sociais no processo produtivo. O homem deixa de ser visto apenas pela ótica econômica e se passa a considerar as necessidades socais de pertencer a um grupo. A abordagem humanística chega a importantes conclusões, como a que o trabalho é uma atividade tipicamente grupal e que, normalmente, o operário não reage como indivíduo isolado e sim como membro de um grupo.

No entanto, apesar de representar um avanço em relação ao Taylorismo, a teoria das Relações Humanas apresenta um enfoque manipulativo, pois ao invés de propor uma mudança real na estrutura do trabalho, ela visa diminuir a resistência dos funcionários, para assim aumentar a produtividade. Estas três abordagens, junto com a escola burocrática, dão os primeiros passos para modelagem tecnológica do trabalho.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

A configuração tecnológica da Nova Modelagem do Trabalho

A tecnologia desde sua aparição tem um relacionamento de transformação e destruição entre homem e trabalho. Ela facilita a vida do homem, permitindo que o mesmo tenha mais tempo de usar seus pensamentos e ter menos esforços. Ela remodela o trabalho e as organizações. . Sua evolução revira as concepções teóricas sobre os negócios. No estudo de tempos e movimentos, a tecnologia foi o fator que permitiu a realização e a pratica dos princípios de Taylor. Ford introduziu as concepções de produção em escala, que se utilizava da tecnologia aplicada ao estudo taylorista. Muitos outros podem ser os relatos que fazem da tecnologia o diferencial numa organização.

Entretanto, quando se fala em trabalho, a tecnologia possui as características de destruição latentes. Marx salienta que as máquinas utilizadas no fluxo de produção acabam criando o trabalho produtivo e o improdutivo. O produtivo é aquele executado pelo trabalhador e o improdutivo aquele que gera a mais-valia, que valoriza o capital. Este último é que se predomina nas organizações ao longo do tempo. São as tecnologias industriais que substituem a força física do trabalhador.

Jeremy Rifkin, em O Fim dos Empregos, faz uma análise bastante critica de como as organizações mudam sua produção em detrimento do descarte do trabalhador. O fator largamente utilizado para explicar a diminuição de postos de trabalho é a globalização. Ela alimenta a competitividade, pois o alcance de muitas empresas passa a ser global. Também força as organizações, principalmente as multinacionais, a acelerar a transição entre trabalhadores e seus substitutos mecanizados. E esta troca, gera um descontentamento daquele que não estava preparado para mudança e passa a ser descartável. Já Manuel Castells, no seu livro A Galáxia da Internet, fala que apesar da grande automação dos negócios, ainda há espaço para trabalhadores que participam passivamente da produção. Estes trabalhadores estão nos centros menos automatizados, com má distribuição de renda e com seus baixos salários, por vezes em sub-emprego, tornam-se bons investimentos para as empresas, apesar dos encargos trabalhistas serem altos.

Essas mudanças causadas pela automação do trabalho criam um ambiente de incerteza. Os empregos cada vez mais diminuem, apesar de que o fluxo de trabalho está em ascendência. Essas mudanças alteram a forma de agir dos trabalhadores, porque sem perspectiva de emprego, problemas sociais e pessoas vêm à tona.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

As armadilhas da Tecnologia da Informação

Ao tornar as organizações em empresas eletrônicas, os administradores otimizam ainda mais o fator tempo. Ultrapassam em várias léguas os princípios do estudo de tempos e movimentos. A cadeia de valor apresentada por Potter torna-se a rede de valor, mais dinâmica e ágil, sendo quase em tempo real. A Tecnologia da Informação (TI) também transforma a trajetória da tomada de decisão. Entretanto, o numero quase infindável de informações processas pela TI pode causar uma turbulência de informações , gerando prejuízos irrecuperáveis.

Os sistemas de produção são flexibilizados pela TI. Tem-se rapidez nas transações financeiras, que passam a ser realizadas eletronicamente e facilitam o acompanhamento do que se investiu. O aumento da competitividade das empresas por meio da TI, as deixam com maior visibilidade e mais atraentes aos investimentos. As companhias puramente on-line apropriam-se melhor da previsibilidade, da possibilidade de organizar a administração, da produção e da distribuição na Internet. Só que, essas praticidades trazem consigo a vulnerabilidade da organização. As empresas começam a sofrer ataques externos de hackers e crackers em seus sistemas. Informações confidenciais são violadas e distribuídas na rede.

Ainda não existem novas abordagens que tratem das organizações contemporâneas, que vivem em um ambiente integrado por rede, o que as tornam mais complexas do que já eram. Novas técnicas surgem, como a reegenharia, o benchmarking, dentre outros, mas são nada menos que a contextualização das abordagens clássicas. Há quem considere a administração holística como uma nova abordagem, porém não se inserem como teoria que venha a discutir os impactos da TI. Essa inexistência se reflete no trato a nova modelagem do trabalho.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A importância do disgnóstico da Depressão nas empresas

O organismo ao chegar a um ponto insustentável de sobrecarga, manifestado através de situações de extrema pressão psicológica, desligando-se do fluxo de comunicação gerado pelas relações interpessoais, faz surgir uma repentina desmotivação psíquica que os psicólogos chama de depressão. Palavras de Franco Berardi em seu livro, a Fábrica da Infelicidade.

Ela está intimamente arraigada na nova economia. O ambiente dos negócios, dominado hoje pelas tecnologias digitais, ajuda no crescimento desta psicopatologia dentro das organizações. Muitos são os gestores que não percebem que seus subordinados estão depressivos, porque ela começa a se formar no momento em que o modelo disciplinar de gestão comportamental, as regras de autoridade, o planejamento de objetivos desvinculados com os anseios individuais, interferem no comportamento do empregado.

Para Franco Berardi, a depressão é estimulada pela competitividade individual, pois muitos são os chamados e poucos os escolhidos, mas a norma social não conhece a possibilidade do fracasso. Então, não só o ambiente empresarial que interfere na configuração desta psicopatologia. O convívio em sociedade também a caracteriza. Os anseios dos indivíduos compartilhados nas relações interpessoais e que não são atendidos moldam seu comportamento, criando uma situação que alimenta essa psicopatologia.

A depressão afeta a produtividade do individuo e seu relacionamento com as pessoas que o cercam. Principalmente as que são de seu convívio familiar. São estes que sofrem as conseqüências da crise depressiva. Daí a importância do diagnostico e tratamento desta psicopatologia não só por aqueles que cercam os afetados por ela, mas também pelas organizações, pois as pessoas são um dos seus pilares.